Muitos Amigos e Companheiros têm reclamado que gostariam de conhecer minhas opiniões sobre os assuntos do dia-a-dia, sobre as matérias dos noticiários, etc. Sempre ignorei tais instâncias porque, em primeiro lugar, pouca importância dou ao que a imprensa burguesa veicula, e, segundo, não entendo a relevância da opinião pessoal de um indivíduo que nunca se notabilizou em coisa alguma e que é o famoso “lustre desconhecido”. Mas, de uns tempos a esta parte, as solicitações estão se tornando mais constantes e algumas até raiando a impertinência, então, resolvi atender ao pedido. Todavia, posso adiantar que, para a decepção geral, minhas opiniões, via de regra, discordam da opinião dominante, são politicamente ultra incorretas e chocarão certamente a sensibilidade burguesa.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Alta burguesia troca sopapos na fria madrugada carioca.

Na madrugada do dia 26 de Abril de 2013, domingo, o Prefeito do Rio de Janeiro, sr. Eduardo Paes jantava com sua Esposa e outros burgueses seus Amigos em Restaurante caríssimo do Jardim Botânico, tranquilamente, sem qualquer preocupação com a população abandonada pelas Ruas do Rio passando frio e fome. Então, do nada, o sr. Bernardo Rinaldi Botkay, um ilustre desconhecido que se diz músico e escritor (mais um!) e sua digníssima Esposa, a sra. Ana Maria Bonjour, movidos a famosa coragem etílica dirigiram-se à mesa onde se encontrava o Prefeito e começaram a xingá-lo, isto é, começaram a dizer o que todos pensam dele... Após tolerar alguns minutos da descompostura, o Prefeito Eduardo Paes, numa das poucas atitudes dignas de sua vida, levanta-se e cala o suposto músico com um potente soco. Curiosamente, a segurança do Prefeito só reagiu depois que ele havia feito a principal parte... , vendo os seguranças finalmente saírem do imobilismo, a Esposa do pretenso escritor também resolveu entrar no ringue acabando por levar a pior, pois, quando o casal de bêbados foi devidamente atirado à rua pelos tais seguranças, ela caiu de joelhos, ferindo-se e sangrando abundantemente. O casal defensor da população pobre, que, no entanto estava jantando no mesmíssimo Restaurante de luxo, foi imediatamente prestar queixa na Delegacia mais próxima, com direito até a exame de corpo de delito na sra. Bonjour, que bem poderia trocar o seu estrambótico sobrenome para “Mauvaisnuit”.

Este assunto não me despertou qualquer interesse, mas, um Companheiro nosso insistiu que eu desse a minha opinião a respeito, então, em consideração a este dileto Amigo vou dá-la, mesmo considerando-a uma bela inutilidade.

O  episódio todo em si revela o acovardamento generalizado em que vivemos no Rio de Janeiro. O Casal só teve coragem de dizer umas verdades ao sr. Eduardo Paes porque tinham entornado todas, não estivessem calibrados apenas ficariam na sua própria mesa sussurrando sua indignação contra o Prefeito. O Prefeito, que já devia também estar um pouco alto, na frente da Esposa e de Amigos pessoais, se viu subitamente tomado de coragem e resolveu defender a “honra” esmurrando o músico de araque, estivesse sóbrio e sozinho teria fugido junto com os seguranças, que apenas cobririam sua “retirada estratégica de uma zona de conflito”. O Casal 20, ainda alcoolizado apresentou-se numa Delegacia para Registrar Boletim de Ocorrência, e aí, menos emborrachados começam a marcha ré na intrepidez: A agressão foi só na Sra. Bonjour e o sr. Botkay é apenas testemunha (idem no IML), e os agressores são apenas os seguranças e o nome do Prefeito não é nem ao menos citado! Já o sr. Eduardo Paes acabou por emitir nota oficial onde se explicava e pedia desculpas à população carioca, pois, como Prefeito não deveria ter partido para a agressão física! Posteriormente, o sr. Botkay retira a queixa contra o Prefeito (mas, o BO não era da sra. Ana Maria Bonjour e contra os seguranças?) e divulga carta em que se justifica: queria transferir o assunto da “esfera criminal” para a “esfera política”. Eu como o meu chapéu se esses dois bobalhões não forem Eleitores do asqueroso Marcelo Frouxo. Antecipo que não tenho chapéu...

Se alguém não entendeu vou ser mais claro: Covardia do Casal, que só teve peito porque estava movido pelo álcool. Sóbrios, ficaram com medo, retiraram a queixa e forjaram uma desculpa política para sua ação impensada. Covardia do Prefeito, que agiu como homem, talvez pela primeira vez na vida, também porque bebera um pouco além da conta. Recobrada a sobriedade, voltou a ser o velho pusilânime de sempre e pediu desculpas... Se fosse homem mesmo diria: Bati e se me ofenderem de novo, bato mais forte ainda. Assim agia o nosso saudoso Presidente Figueiredo, que Deus o tenha em bom lugar. Mas, o sr. Eduardo Paes perdeu mais uma oportunidade de se engrandecer junto ao grosso da população carioca, que veria com bons olhos um Homem a testa do Município, e preferiu se rebaixar mais uma vez ao nível do politicamente correto. O sr. Eduardo Paes continua sendo o pior Prefeito da História do Riode Janeiro. Lamentável!


Anauê!

Um comentário:

  1. BOA NOITE AMIGO ( ANAUÊ ) . COMPANHEIRO PODERIA ME PASSAR SEU SITE ,TENHO INTERESSE EM ADQUIRIR ALGUNS LIVROS , OBRIGADO PELA ATENÇAO

    ResponderExcluir